Do cartão ao caixa: como melhorar a gestão de recebíveis da sua farmácia

Entenda como a gestão de recebíveis pode melhorar o controle financeiro, o fluxo de caixa e a previsibilidade da sua farmácia. Segunda-feira de manhã. O relatório de vendas...

Maquininha de pagamentos

Entenda como a gestão de recebíveis pode melhorar o controle financeiro, o fluxo de caixa e a previsibilidade da sua farmácia.

Segunda-feira de manhã. O relatório de vendas da semana fechou acima da meta, as lojas venderam bem, a equipe comemorou.

Aí o financeiro abre a conta bancária.

E o número que aparece ali não é o mesmo número que apareceu no relatório. Não deveria ser mesmo, todo gestor sabe disso. O problema é outro: ninguém consegue explicar, com segurança e em poucos minutos, por que a diferença é exatamente essa.

É nesse momento que a gestão de recebíveis deixa de ser apenas uma rotina financeira e passa a ser essencial para entender o caminho do dinheiro: o que foi vendido, quanto será recebido, quais taxas foram descontadas e quando os valores estarão disponíveis no caixa.

Começa a caça. Uma planilha aqui, um portal de adquirente ali, um extrato acolá. Duas horas depois, o time chegou perto de uma resposta. Só que, enquanto isso, ninguém estava planejando compra, negociando prazo com fornecedor ou avaliando se vale a pena antecipar recebível.

Se essa cena parece familiar, o ponto não é falta de controle. É falta de visibilidade.

  1. Venda realizada não significa dinheiro disponível: entenda a gestão de recebíveis

Quando a transação é aprovada na maquininha, a venda acabou, para o cliente e para a operação da loja.

Para o financeiro, ela começou.

Entre a aprovação e o crédito em conta existe um percurso inteiro:

Pagamento aprovado → processamento da transação → aplicação das taxas e condições comerciais → previsão de liquidação → crédito em conta. 

Em uma loja só, dá para acompanhar esse caminho no olho. Com cinco, dez, trinta lojas, múltiplas bandeiras, prazos diferentes e antecipações no meio, o desafio deixa de ser receber pagamentos e passa a ser saber por onde o dinheiro está passando.

Um exemplo simples

Sua rede fez R$ 100 mil em vendas no cartão.

O primeiro dado é fácil: R$ 100 mil vendidos.

As perguntas seguintes é que decidem a gestão do mês:

  • Quanto desse valor vai ser efetivamente recebido?
  • Quanto sai em taxas e tarifas?
  • Teve antecipação? Quanto custou?
  • Quando cada parcela entra?
  • Houve cancelamento ou chargeback?
  • O que entrou corresponde ao que estava previsto?

Quanto mais dessas perguntas ficam sem resposta rápida, mais cara fica a operação — em dinheiro e em tempo de gestão.

Vender, receber e ter em caixa são três momentos diferentes. Tratar os três como um só é onde a projeção começa a furar.

  1. Gestão financeira: o que o financeiro precisa enxergar

Gestão financeira não se faz só olhando para trás. Você precisa de uma visão que cubra três tempos ao mesmo tempo.

Tempo Perguntas que precisam de resposta
Passado Quanto a gente vendeu? Quanto recebeu? Quanto foi descontado?
Presente Quanto está previsto para entrar hoje? O que já foi liquidado? Existe divergência?
Futuro Quanto temos previsto para receber? Em quais datas os valores estarão disponíveis? Como os prazos de recebimento impactam nosso planejamento financeiro?

Com essas respostas na mão, o financeiro para de apenas registrar números e passa a entender o comportamento do dinheiro dentro da operação.

Visibilidade financeira é conseguir enxergar o que aconteceu, o que está acontecendo e o que vai acontecer com o dinheiro da empresa.

  1. Visibilidade financeira não é ter mais dados

O desafio não está apenas em acessar os dados, mas em transformar as informações em uma visão organizada dos recebimentos. Quando vendas, taxas, condições comerciais e previsões podem ser acompanhadas de forma estruturada, o financeiro ganha mais clareza sobre a jornada dos recebíveis. 

O dado existe. O que falta é visão integrada.

Vale diferenciar quatro estágios:

Informação — “eu consigo consultar o dado.”
Visibilidade — “eu consigo entender o que o dado representa.”
Controle — “eu consigo comparar previsto com realizado e identificar desvios.”
Gestão — “eu consigo usar isso para tomar decisões melhores.”

A maioria das operações trava entre o primeiro e o segundo degrau. E quanto maior a rede, mais caro é ficar parado ali.

  1. A falta de visibilidade impacta o caixa

Não é só uma questão de organização. A conta chega em cinco frentes:

Fluxo de caixa

Sem clareza sobre os valores e os prazos de recebimento, o planejamento do fluxo de caixa fica sujeito a incertezas. Ter visibilidade sobre os recebíveis permite antecipar necessidades financeiras, avaliar alternativas e planejar melhor o uso dos recursos disponíveis. 

Capital de giro

Falta de previsibilidade influencia decisão de compra, negociação de prazo e necessidade de recurso externo — muitas vezes para o lado mais conservador e mais caro.

Rentabilidade

O valor da venda não é o valor líquido recebido. Taxas, tarifas e condições comerciais mudam o resultado de cada transação. Sem enxergar isso por bandeira e por prazo, você não sabe qual forma de pagamento está realmente dando margem.

Conciliação

Quanto mais descentralizada a informação, maior o esforço para achar a diferença entre o que deveria entrar e o que entrou.

Tomada de decisão

Toda hora gasta procurando e cruzando dado é hora que não foi gasta analisando cenário. Esse é o custo mais silencioso de todos.

  1. Do acompanhamento ao controle financeiro

Imagine que a previsão de recebimento era um valor e a liquidação veio diferente.

A pergunta não pode parar em:

“Quanto entrou?”

Ela precisa chegar em:

“Por que entrou esse valor?”

A diferença pode estar em taxa, antecipação, cancelamento, chargeback ou outra ocorrência. Encontrar a causa é o que separa acompanhar de controlar.

O caminho da comparação é este:

Valor vendido → valor previsto → valor líquido → valor recebido

Quando você consegue percorrer esses quatro pontos sem montar planilha, a divergência deixa de ser um mistério de fim de mês e vira um item resolvido no mesmo dia.

Controle financeiro não é só acompanhar o dinheiro que entrou. É entender o dinheiro que deveria entrar e comparar com o que aconteceu de verdade.

  1. Como a adquirência entra nessa gestão

Mais do que viabilizar pagamentos, a adquirência gera informações essenciais para a gestão financeira. Ao organizar esses dados e facilitar o acompanhamento dos recebíveis, ela aproxima a operação de pagamentos das decisões financeiras, contribuindo para uma visão mais clara dos valores, prazos e condições de recebimento. 

Nela se concentra informação que impacta diretamente a gestão dos recebíveis:

  • vendas e pagamentos
  • taxas e tarifas
  • antecipações
  • cancelamentos e chargebacks
  • condições comerciais
  • liquidações

Quando esses dados podem ser acompanhados de forma organizada e em um lugar só, a adquirência deixa de ser uma ferramenta operacional de pagamento e passa a fazer parte da gestão financeira da operação.

  1. BIN: mais visibilidade para os recebimentos

É exatamente aí que entra a BIN.

A BIN centraliza as informações da adquirência em uma visão que facilita o acompanhamento das vendas e dos recebíveis, incluindo valores previstos, condições comerciais e movimentações financeiras disponibilizadas pelas integrações. 

Com isso, o gestor passa a ter mais clareza sobre o que foi vendido, o que está previsto para receber e quais condições impactam esses valores. 

Porque, no varejo farmacêutico, saber quanto vendeu é só o começo.

O controle de verdade está em enxergar quanto foi vendido, quanto será recebido, quando o dinheiro estará disponível e se o que aconteceu bate com o que estava previsto.

Pagamento aprovado é uma transação. Visibilidade financeira é enxergar o caminho do dinheiro.

E quando o financeiro enxerga esse caminho, ele para de apenas acompanhar recebimentos e passa a planejar, controlar e decidir sobre o caixa da operação.

Quer ter mais clareza sobre os recebimentos da sua rede? 

Fale com o time do B.it e descubra como a BIN pode dar mais visibilidade aos recebimentos da sua operação.

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